
O plano individual Hapvida é a modalidade contratada por CPF, sem CNPJ e sem vínculo com empresa ou entidade de classe. É também a única cujo índice de reajuste anual é definido pela ANS — a regra que levou quase todas as grandes operadoras a abandonarem o segmento e que hoje protege quem mantém um contrato desses.
Essa escassez não é impressão de quem procura. Em 2013, Golden Cross e Amil saíram do individual no mesmo mês, seguindo SulAmérica, Bradesco Saúde e Porto Seguro, que já haviam saído antes.
Este guia responde o que sobrou depois disso: quem ainda vende, quais planos existem, quanto custa, onde há rede para atender e em que situações o individual vale mais do que abrir um CNPJ.
Contratação por CPF, sem CNPJ. Reajuste anual sob teto da ANS, diferente do coletivo. A Hapvida é uma das poucas operadoras de porte nacional que mantém a modalidade, com rede própria distribuída pelas cinco regiões do país. Disponibilidade varia por praça — confirme a sua.
O que é o plano individual Hapvida e quem pode contratar
A modalidade que se contrata sozinho, sem empresa no meio.
O plano individual Hapvida é contratado diretamente pela pessoa física, com CPF, sem necessidade de CNPJ ativo nem de filiação a sindicato, conselho ou associação. É a única das três formas de contratação em que o contrato existe entre você e a operadora, sem intermediário jurídico.
Na prática, é a porta de entrada de quem não tem empresa e não quer abrir uma só para conseguir plano de saúde.
Para quem essa modalidade costuma fazer sentido
Autônomos e profissionais liberais sem CNPJ, freelancers, estudantes, aposentados e quem acabou de sair de um emprego formal e não quer ficar descoberto durante a transição.
Também entra aqui quem tem CNPJ mas prefere não amarrar a saúde da família ao contrato de uma empresa que pode fechar, mudar de porte ou perder as condições comerciais.
O plano familiar não é uma quarta modalidade: é o mesmo contrato individual com dependentes incluídos, cada um com sua mensalidade por faixa etária.
Duas vantagens que só aparecem no contrato familiar
Ao incluir dependentes, o contrato passa a ter desconto familiar a partir da segunda vida — a economia cresce conforme o número de pessoas, o que muda a conta de famílias com três ou mais integrantes.
Recém-nascidos de mães já beneficiárias podem ser incluídos nos primeiros 30 dias de vida sem cumprir novos prazos, pelo Programa Bebê Hap. As condições estão no guia de carências.
Todo contrato novo cumpre prazos de carência definidos em regulação federal, e quem vem de outro plano pode aproveitar o tempo já cumprido. Os prazos e as regras estão detalhados no guia de carências da Hapvida.
Quais planos individuais a Hapvida vende
O que muda de um contrato para outro, antes de olhar preço.
Antes de comparar mensalidade, vale entender o que está sendo comparado. A ANS separa os planos por 4 tipos de cobertura, e essa divisão é a mesma em qualquer operadora: muda o nome comercial, não o conteúdo. O que varia de fato entre os produtos vendidos por CPF é a praça em que cada um está aberto.
São quatro peças que se combinam: ambulatorial, hospitalar em enfermaria, hospitalar em apartamento e a cobertura obstétrica, que é um acréscimo às demais e não um plano à parte.
Os quatro tipos de cobertura
Ambulatorial
Inclui: consultas em todas as especialidades, exames laboratoriais e de imagem, urgência e emergência em pronto-atendimento, pequenos procedimentos e terapias.
Não inclui: internação, cirurgia em centro cirúrgico, UTI e parto.
Hospitalar com enfermaria
Inclui: tudo do ambulatorial mais internação em quarto compartilhado, cirurgias eletivas e de urgência, UTI e exames de maior complexidade.
Não inclui: parto — isso depende da cobertura obstétrica.
Hospitalar com apartamento
Inclui: as mesmas coberturas da enfermaria, com internação em quarto individual, banheiro privativo e direito a acompanhante.
Não inclui: parto, pela mesma razão — depende da cobertura obstétrica.
Cobertura obstétrica
Inclui: pré-natal, parto normal ou cesárea e os primeiros cuidados do bebê na maternidade, com UTI neonatal quando necessário.
Atenção: não é um plano à parte, é um acréscimo à cobertura hospitalar. O parto tem o prazo de carência mais longo do contrato.
Enfermaria ou apartamento: a diferença em uma frase
A cobertura médica é idêntica nas duas — muda só o quarto da internação: enfermaria é quarto compartilhado, apartamento é quarto individual com direito a acompanhante.
Os produtos vendidos a pessoa física
Dentro dessa moldura, a Hapvida vende alguns produtos com nome próprio para quem contrata por CPF. Nem todos existem em todas as praças — a maioria é regional.
Plano Mix
Combina rede credenciada para as consultas eletivas com rede própria para exames, internações e cirurgias. É o produto individual e familiar mais distribuído da operadora. Guia do Plano Mix
NotreLife
Linha individual em acomodação enfermaria, com acompanhamento de saúde ao longo do contrato. A composição do produto e as praças em que ele está aberto variam — a confirmação sai na cotação. Guia do NotreLife
NotreLife 50+
Versão da linha voltada ao público mais velho, com opção de enfermaria ou apartamento. Onde ela está aberta, e em que configuração, muda de praça para praça. Contexto da linha no guia do NotreLife
Nosso Médico
Modelo de atenção primária: uma equipe de referência acompanha o beneficiário ao longo do tempo, em vez do atendimento avulso. É produto regional — a lista de praças abertas sai na cotação. Guia do Nosso Médico
Não escolha o produto pelo nome antes de confirmar a praça. O que a Hapvida efetivamente comercializa no seu endereço costuma ser uma lista bem menor do que a linha nacional — e é essa lista que aparece na cotação.
Quanto custa o plano individual Hapvida
O que define o valor e por que ele muda tanto de uma cidade para outra.
O valor do plano individual Hapvida depende de três variáveis: a faixa etária de cada pessoa incluída, a praça onde o contrato é assinado e a configuração escolhida de acomodação e coparticipação. Planos Hapvida partem de R$ 71,98 por mês, e a mesma idade pode custar valores bem diferentes em duas capitais.
Essa variação por praça não é detalhe: é o principal motivo pelo qual tabelas genéricas de internet envelhecem mal e enganam quem pesquisa.
A tabela completa por faixa etária, com todas as modalidades e regiões, fica no nosso guia de tabela de preços Hapvida, atualizado em Julho de 2026.
Antes de comparar preço entre operadoras, confirme se o individual é comercializado na sua cidade. Em parte das praças onde a Hapvida atua, a oferta para pessoa física não está aberta e a alternativa passa a ser coletivo por adesão ou empresarial — o que muda toda a conta.
A opção com coparticipação reduz a mensalidade e cobra uma parte no uso. A mecânica completa, com o que entra e o que não entra na cobrança, está no guia de coparticipação.
Internação, cirurgia e procedimentos hospitalares não geram cobrança de coparticipação. É o ponto que mais assusta quem cogita a opção com coparticipação e teme uma conta alta num momento grave — a cobrança por uso incide sobre consultas, exames e terapias, conforme o plano contratado. Os itens sujeitos a cobrança, e os que ficam de fora, variam conforme o plano contratado.
Por que quase nenhuma operadora vende mais plano individual
A regra que esvaziou o mercado — e que hoje trabalha a favor de quem contrata.
O plano individual é a única forma de contratação cujo índice de reajuste anual é fixado pela ANS. Nos contratos coletivos, empresariais ou por adesão, o percentual é negociado livremente entre operadora e contratante. Essa diferença regulatória é a razão econômica de o segmento individual ter encolhido no Brasil.
Para a operadora, é o pior dos dois mundos: custo assistencial mais alto que o do coletivo e teto no que pode repassar. Para quem contrata, é o contrário — previsibilidade que nenhum coletivo oferece.
2013: o ano em que o mercado individual esvaziou
Em junho de 2013, a Golden Cross restringiu a venda de individuais aos próprios canais e, meses depois, transferiu toda a carteira de pessoa física — cerca de 160 mil clientes — para a Unimed-Rio, com aval da ANS e do CADE. A migração valeu a partir de 1º de outubro daquele ano.
No mesmo mês de junho, a Amil parou de vender novos planos individuais. As duas seguiram um caminho já trilhado por SulAmérica, Bradesco Saúde e Porto Seguro.
Hoje a Bradesco Saúde informa em seu próprio site que comercializa exclusivamente planos coletivos, empresariais ou por adesão.
O episódio que mostrou que a carteira individual é protegida
Em dezembro de 2021, a Amil pediu autorização para transferir a carteira individual remanescente de São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná — 337 mil planos — para a operadora APS, numa operação avaliada em R$ 3 bilhões.
A ANS barrou o negócio. A transferência foi suspensa em 4 de abril e rejeitada em definitivo no fim de abril de 2022, quando a Amil teve de reassumir os beneficiários.
A escassez de planos individuais no Brasil tem data e causa: 2013, quando o teto de reajuste da ANS tornou o produto pouco atrativo para as seguradoras. Quem permaneceu no segmento foram operadoras verticalizadas e cooperativas regionais, que controlam a própria rede e conseguem sustentar o custo.
A Hapvida é uma das poucas operadoras de alcance nacional que seguiu vendendo individual. Não por generosidade: com 86 hospitais próprios e rede credenciada complementar, ela controla o custo assistencial que uma seguradora precisa comprar no mercado.
Fora dela, a oferta é regional — Unimeds locais, operadoras de foco etário e planos de hospitais em algumas cidades. Por isso a pergunta certa não é se o individual existe, mas se ele existe onde você mora.
Onde a Hapvida tem rede própria para atender o plano individual
A pergunta que nenhuma tabela de preço responde: existe estrutura perto de você?
A Hapvida opera com modelo verticalizado: 86 hospitais próprios, 80 prontos-atendimentos 24 horas e 365 clínicas, atendendo cerca de 15,9 milhões de beneficiários. Essa estrutura própria está distribuída pelas cinco regiões do país, mas não de forma homogênea — e é isso que define se o individual faz sentido no seu endereço.
Um plano com rede própria forte na sua cidade funciona de um jeito; o mesmo contrato numa praça atendida só por credenciados funciona de outro.
Distribuição da rede hospitalar por região
Duas ressalvas nesse mapa. Não ter hospital próprio não significa não ter estrutura: em Campo Grande, a Hapvida mantém seis unidades próprias de diagnóstico e constrói o primeiro hospital próprio do Mato Grosso do Sul.
E o Distrito Federal entra na lista de quem tem: o Hospital e Maternidade Brasiliense, antigo Hospital Viventi, foi comprado pela operadora em outubro de 2021.
Onde o individual e familiar é efetivamente comercializado
Ter rede não é o mesmo que ter o produto aberto. O Plano Mix, na modalidade individual e familiar, é comercializado oficialmente em onze estados: Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe.
Essa lista vale para o Plano Mix e só para ele. Fora dela, quando existe individual, ele é vendido sob outra linha de produto — por isso a relação dos onze não esgota o mapa da oferta para pessoa física.
Nas demais regiões — Sul, Sudeste e Centro-Oeste — a contratação é predominantemente empresarial. Em capitais como Belo Horizonte, o individual existe, mas de forma limitada: por entidades de adesão ou em janelas de comercialização específicas da operadora.
Em Recife, por outro lado, o individual está aberto normalmente ao lado do empresarial. A resposta muda de cidade para cidade — e sai na cotação.
Onde a rede própria é mais densa
A concentração é clara: São Paulo, Ceará, Minas Gerais e Pernambuco reúnem a maior parte dos hospitais próprios. Nas capitais do Nordeste, a rede própria cobre praticamente todo o percurso — consulta, exame, internação e cirurgia dentro da mesma estrutura.
No Sul e em parte do Sudeste, o desenho muda: mais peso da rede credenciada e das marcas incorporadas ao grupo, com hospitais de referência entrando como parceiros.
Alguns hospitais próprios, por região
São unidades da própria Hapvida, não credenciados. A lista abaixo é uma amostra para dar concretude ao mapa — a rede completa está no guia da rede própria.
Nomes como A.C. Camargo Cancer Center e Beneficência Portuguesa, em São Paulo, aparecem em muita lista de “rede Hapvida”, mas não são próprios: entram como credenciados e apenas nas linhas de produto de topo. Quem contrata um plano de entrada não tem acesso a eles — confirme antes de assinar por causa de um hospital específico. A lista está no guia de hospitais credenciados.
Ter rede na sua cidade não significa automaticamente que o plano individual esteja aberto para contratação ali. São duas coisas diferentes: a estrutura de atendimento e a política comercial da praça. A segunda muda com mais frequência do que a primeira — por isso a confirmação precisa ser feita na cotação.
Plano de saúde individual Hapvida ou empresarial: qual sai mais barato
A regra que todo mundo repete não resiste a uma cotação real.
Existe uma regra de bolso repetida em praticamente todo conteúdo sobre planos de saúde: o individual custaria de 15% a 25% mais que o empresarial na mesma faixa etária, e por isso valeria a pena abrir um MEI só para contratar. Nas nossas cotações, essa regra se inverte dependendo da praça.
Cotamos as duas modalidades na mesma configuração — ambulatorial com coparticipação, sem odontológico — em duas capitais do Nordeste, no mesmo período. O resultado não foi o mesmo nas duas.
Em Fortaleza, o empresarial na modalidade Super Simples com MEI saiu mais barato, confirmando a regra. Em Recife, o individual saiu à frente: a mesma família pagaria menos contratando por CPF do que abrindo um CNPJ.
O mesmo plano, quatro praças, quatro respostas
A tabela abaixo mostra o valor de partida das duas modalidades em quatro capitais onde a DRV cota, nas duas opções de coparticipação. Os planos individuais são ambulatoriais nas quatro praças; o empresarial de São Paulo sai em enfermaria, que é cobertura maior — por isso essa linha não é comparação direta.
| Praça | Individual (CPF) | Empresarial (CNPJ) | ||
|---|---|---|---|---|
| Copart. total | Copart. parcial | Copart. total | Copart. parcial | |
| Belo Horizonte | R$ 110,50 | R$ 171,46 | R$ 71,98 | R$ 116,11 |
| Fortaleza | R$ 159,53 | R$ 248,95 | R$ 107,83 | R$ 146,05 |
| Recife | R$ 131,32 | R$ 204,53 | R$ 162,25 | R$ 240,28 |
| São Paulo | R$ 216,80 | R$ 287,52 | R$ 76,80enfermaria | R$ 109,72enfermaria |
Valores de partida atualizados em Julho de 2026, sujeitos a alteração por faixa etária, configuração e condições comerciais vigentes. A disponibilidade do individual varia por praça.
O que a tabela mostra não é qual modalidade é mais barata, e sim que a ordem entre elas não se repete de uma praça para outra. É o motivo pelo qual nenhuma resposta nacional para essa pergunta se sustenta.
Não existe resposta nacional para “individual ou empresarial”. A diferença entre as duas modalidades varia por cidade, por configuração e por faixa etária do grupo. Quem decide pela regra de bolso, sem cotar as duas, tem chance real de pagar mais e ainda assumir a obrigação de manter um CNPJ ativo.
O que a comparação de mensalidade não mostra
Mesmo quando o empresarial vence na entrada, ele carrega um custo que não aparece na tabela: o reajuste é negociado livremente entre operadora e contratante, sem o teto anual que a ANS aplica ao individual.
Somam-se a isso a manutenção do CNPJ, a contabilidade e o risco de a empresa perder as condições comerciais ao mudar de porte ou de número de vidas.
As regras, modalidades e exigências do coletivo estão no guia do plano empresarial Hapvida. Os valores por faixa etária das duas modalidades saem na mesma cotação.
Peça sempre as duas cotações na mesma configuração antes de decidir. Comparar individual sem coparticipação contra empresarial com coparticipação é o erro mais comum de quem pesquisa sozinho — e produz uma diferença que não existe na prática.
Plano de saúde para aposentado e para quem passou dos 59 anos
O público que mais procura o individual — e o que menos encontra resposta.
Não existe idade máxima para contratar um plano individual: a Lei 9.656/98 proíbe recusa por idade. O que existe é a última faixa etária, de 59 anos ou mais, onde a mensalidade é a mais alta da tabela — e é exatamente aí que a maior parte da procura por individual se concentra.
Isso acontece porque quem se aposenta costuma perder o plano empresarial e descobrir, ao procurar substituto, que o mercado de individuais encolheu.
Os dois produtos pensados para esse leitor
Duas linhas da casa foram desenhadas com esse perfil em mente: o NotreLife 50+, voltado ao público mais velho, com espaços e atividades próprios, e o Nosso Médico, que trabalha com uma equipe de referência acompanhando o beneficiário ao longo do tempo.
As duas são regionais e nem sempre estão abertas onde o leitor mora. Qual delas existe na sua cidade, e em que configuração, é a primeira coisa a confirmar na cotação.
Por que o teto de reajuste pesa mais depois dos 59
Na última faixa etária não há mais reajuste por mudança de idade — só o reajuste anual. Num contrato individual, esse reajuste tem teto definido pela ANS; num coletivo, não.
Para quem vai carregar o contrato por vinte ou trinta anos, essa diferença de regra costuma pesar mais do que a mensalidade de entrada.
Quem já tem plano em outra operadora pode aproveitar o tempo de carência cumprido ao migrar, dentro das condições previstas na regulação — o caminho está detalhado no guia de portabilidade para a Hapvida.
Quem está prestes a se aposentar deve começar a cotar antes do desligamento, não depois. Sair do plano empresarial com o contrato novo já em andamento evita o intervalo sem cobertura e permite usar a portabilidade enquanto o vínculo antigo ainda está ativo.
O que você precisa ter em mãos para contratar
A contratação do individual é rápida quando a documentação está reunida antes. São quatro itens:
RG e CPF: do titular e de cada dependente que entrar no contrato.
Comprovante de residência: recente e em nome do titular.
Dados de pagamento: conta bancária ou cartão, conforme a forma escolhida.
Declaração de saúde: preenchida no momento da contratação, com o estado de saúde de cada beneficiário. Vale responder com atenção: é esse documento que define as condições de cobertura no início do contrato.
Dúvidas sobre o plano individual Hapvida
As perguntas que mais aparecem em quem procura plano sem CNPJ.
As dúvidas abaixo são as que mais aparecem em quem procura um plano de saúde sem CNPJ: se dá para contratar por CPF, por que o reajuste do individual tem teto, o que muda para quem passou dos 59 anos e onde a modalidade está de fato aberta. São 17 respostas diretas.
1. O plano individual Hapvida pode ser contratado sem CNPJ?+
Sim. É justamente essa a característica da modalidade: a contratação é feita com CPF, diretamente entre a pessoa física e a operadora. Não é preciso empresa, MEI, sindicato, conselho profissional nem associação de classe.
2. Por que o reajuste do individual é limitado pela ANS e o do empresarial não?+
Porque a regulação trata as duas formas de contratação de maneira diferente. No individual, a pessoa negocia sozinha com a operadora e a ANS define o índice anual. No coletivo, presume-se que o contratante tem poder de negociação, e o percentual é acordado entre as partes. O índice máximo é publicado uma vez por ano pela ANS e vale para todos os contratos individuais da operadora.
3. Individual ou MEI: qual sai mais barato na prática?+
Depende da praça. Nas nossas cotações, o empresarial com MEI venceu numa capital e perdeu em outra, na mesma configuração e no mesmo período. Não existe resposta nacional — só comparando as duas na sua cidade.
4. Qual a diferença entre enfermaria e apartamento?+
A cobertura médica é a mesma nas duas: consultas, exames, cirurgias e UTI não mudam. A diferença está no quarto da internação — enfermaria é compartilhado, apartamento é individual, com banheiro privativo e direito a acompanhante. O apartamento custa mais por causa disso, e só disso.
5. O plano individual Hapvida está disponível em todo o Brasil?+
Não. A Hapvida atua em parte das unidades federativas, e mesmo dentro da área de atuação a oferta de individual varia por praça e por período. Em algumas cidades a alternativa para pessoa física é o coletivo por adesão. A confirmação é feita na cotação.
6. Em quais estados a Hapvida tem hospital próprio?+
Há unidades próprias nas cinco regiões. A rede é mais densa em São Paulo, Ceará, Minas Gerais e Pernambuco, e mais rarefeita no Centro-Oeste e no Sul. A lista por região está na seção de rede deste guia.
7. Quais operadoras ainda vendem plano individual além da Hapvida?+
A oferta que sobrou é majoritariamente regional: cooperativas Unimed de várias cidades, operadoras com foco em público mais velho e planos mantidos por hospitais locais. Entre as marcas de alcance nacional, a lista é curta.
8. Por que Amil, SulAmérica, Bradesco e Golden Cross saíram do individual?+
Pela combinação de custo assistencial alto com teto de reajuste definido pela ANS. Sem poder repassar livremente o aumento de custo, as seguradoras migraram o foco para contratos coletivos, onde o reajuste é negociado.
9. O que aconteceu com a carteira individual da Amil em 2022?+
A operadora tentou transferir 337 mil planos individuais de São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná para a APS. A ANS suspendeu a operação no início de abril de 2022 e a rejeitou em definitivo no fim daquele mesmo mês, obrigando a Amil a reassumir os beneficiários.
10. O plano individual vira familiar quando incluo dependentes?+
É o mesmo contrato. “Familiar” é como o mercado chama o individual com dependentes incluídos. Cada pessoa tem a própria mensalidade conforme a faixa etária, e há desconto familiar a partir da segunda vida — a conta por pessoa cai à medida que a família cresce.
11. Aposentado consegue contratar plano individual Hapvida?+
Sim, e é um dos perfis que mais procuram a modalidade. Quem se aposenta costuma perder o plano empresarial e precisa de um contrato que não dependa de vínculo com empresa. O ideal é cotar antes do desligamento.
12. Quem tem mais de 59 anos consegue contratar individual?+
Sim. A recusa por idade é proibida. O que muda é o valor: 59 anos ou mais é a última faixa etária, a mais cara da tabela. Em compensação, não há mais reajuste por mudança de faixa depois dela.
13. O plano individual Hapvida tem coparticipação obrigatória?+
Há opções com e sem coparticipação, conforme a praça e o produto disponível. A versão com coparticipação tem mensalidade menor e cobra parte do uso — internação e cirurgia ficam de fora da cobrança. Veja como funciona a cobrança por uso.
14. Qual a diferença entre individual e coletivo por adesão?+
No individual, o contrato é seu, com CPF. No coletivo por adesão, você entra num contrato de um sindicato, conselho ou associação, e precisa comprovar o vínculo com essa entidade. As regras de reajuste também são diferentes.
15. A operadora pode cancelar meu plano individual unilateralmente?+
O contrato individual tem proteção maior contra rescisão unilateral do que o coletivo — uma das razões pelas quais famílias preferem essa modalidade mesmo pagando mais na entrada. As hipóteses de cancelamento são restritas e previstas em contrato.
16. Posso fazer portabilidade de carência para um individual Hapvida?+
Sim, desde que cumpridas as condições previstas na regulação, como tempo mínimo no plano de origem e compatibilidade entre os produtos. O passo a passo está no guia de portabilidade.
17. Quanto custa o plano individual Hapvida?+
Depende da faixa etária, da cidade e da configuração escolhida. Planos Hapvida partem de R$ 71,98 por mês. A tabela completa por faixa etária está no guia de preços, e o valor exato do seu caso sai na cotação.
Vale a pena contratar um plano individual Hapvida
O resumo do que pesa na decisão.
O plano individual Hapvida compensa para quem não tem CNPJ, para quem não quer depender de uma empresa para manter a saúde da família e para quem pretende carregar o mesmo contrato por muitos anos. A previsibilidade do reajuste sob teto da ANS é a vantagem que nenhuma outra modalidade oferece.
Costuma compensar para
Autônomos e profissionais liberais sem CNPJ e sem plano da empresa
Quem se aposentou e perdeu a cobertura corporativa
Famílias que querem um contrato estável, que não dependa de uma empresa continuar existindo
Quem vai carregar o plano por décadas — é aí que o teto de reajuste faz diferença
Quem planeja ter filhos e vai contratar a cobertura obstétrica com antecedência
Pode não compensar para
Quem tem CNPJ ativo de verdade, com outras vidas para incluir, numa praça em que o coletivo sai melhor
Quem mora longe da rede — mensalidade baixa não resolve distância até o hospital
Quem tem acesso a um plano do empregador com cobertura superior e custo menor
Quem não conseguiria sustentar a mensalidade por anos — sair e voltar depois significa cumprir carência de novo
Mesmo quando o cenário parece pender para o coletivo, vale cotar as duas modalidades antes de decidir, porque a diferença muda de cidade para cidade.
A DRV Corretora trabalha com a Hapvida desde 2015 e faz a cotação nas duas modalidades no mesmo atendimento, com R$ 71,98 como ponto de partida. O primeiro passo é confirmar se o individual está aberto na sua cidade.
Fontes: ANS, Hapvida NotreDame Intermédica, Exame, FenaSaúde, Idec, Bradesco Seguros. Dados atualizados em Julho de 2026. Preços sujeitos a alteração conforme faixa etária, modalidade, praça e condições comerciais vigentes. A disponibilidade do plano individual varia por cidade.
Conteúdo produzido pela equipe da DRV Corretora e revisado por Felipe Furtado Carneiro, CEO da DRV, corretora com certificação máxima Safira da Hapvida e mais de 11 anos de atuação exclusiva com a operadora.
As informações regulatórias e de mercado citadas têm origem em ANS, imprensa de registro e comunicação oficial das operadoras. Condições comerciais, disponibilidade e valores são confirmados na cotação.